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Tijolo por tijolo
O estudante de arquitetura da FAU – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, da década de 60, o compositor e cantor Chico Buarque em sua música Construção fala: Ergueu no patamar quatro paredes sólidas, tijolo por tijolo num desenho mágico... Este trecho de música mostra bem a importância de uma construção para os brasileiros, onde esta enraizada em sua cultura levantar paredes sólidas.
O tijolo com tijolo num desenho mágico ou lógico é uma herança que vem desde do tempo das construções egípcias, onde se utilizavam nas construções da população o adobe, que é um tijolo de barro sem queima apenas com capim, deixando as pedras para os templos, túmulos e palácios.
Estamos no século XXI, e o processo de construção parece que não evoluiu quase nada. Hoje ainda utilizamos tijolos de barro, concreto ou solo cimento e blocos de concreto, para as nossas edificações.
TIJOLO OU BLOCO
Temos outros materiais que podem servir tanto como vedação, bem como estrutura, mas a preferência dos brasileiros pela alvenaria faz com que o mercado ofereça diversas opções. Tijolo ou bloco é uma dúvida que muitas vezes se estendem até para os profissionais da área, onde apresentamos algumas informações que podem ser útil na hora da decisão.
Segundo o Os Alunos de Engenharia Civil da FURG-Fundação Universidade Federal do Rio Grande, por meio de pesquisa afirmam:
Tijolo comum: Proporciona conforto térmico e acústico para a casa, mas, por outro lado, é necessário um grande número de tijolos para se construir um metro quadrado de parede. Por isso, os gastos com argamassa e mão-de-obra são maiores. Outra característica desse tipo de material é a falta de perfeição dimensional das peças. Ou seja, por mais habilidoso que seja o pedreiro a alvenaria pode ficar irregular.
Tijolo Baiano: Só pode ser usado como vedação porque não suporta cargas estruturais. É o tipo de tijolo mais barato do mercado, mas tem altos índices de quebras e produz muito entulho no canteiro de obras. Por isso, os especialistas recomendam que sejam comprados 30% de peças a mais do que o necessário. Além disso, assim como o tijolo comum, o baiano também não tem precisão dimensional. Ou seja, requer mais gastos com material de reboco e mão-de-obra, principalmente na etapa de nivelamento das paredes. Mas, se comparado ao tijolo comum e ao bloco de concreto, tem desempenho térmico superior.
Tijolo de Solo-cimento: Ele é feito de uma mistura de terra e cimento prensados. Também conhecido como tijolo ecológico, seu processo de fabricação não exige queima em forno à lenha e, por isso, não polui o ar e ainda evita desmatamentos. Para o assentamento, em vez de argamassa comum, é usada uma cola especial vendida pelos fabricantes do tijolo. Outro diferencial é que seus dois furos internos permitem embutir a rede hidráulica e elétrica, dispensando o recorte das paredes. Além disso, o sistema é modular e produz uma alvenaria uniforme, dispensando o uso excessivo de material para o reboco.
Bloco Cerâmico: Com ele, a obra ganha rapidez e economia. Segundo engenheiros e arquitetos, o bloco cerâmico gera uma economia de 30% no custo final da construção. Isto porque demanda menos tempo de assentamento (por ser grande), acelerando a construção das paredes. Outra vantagem é que esse tipo de material dispensa a etapa de recorte das paredes, pois as instalações elétricas e hidráulicas podem ser embutidas durante a execução da alvenaria. Por outro lado, as construções feitas com blocos cerâmicos estruturais não podem ser reformadas.
Bloco de Concreto: Se comparado ao tijolo comum ou ao de solo-cimento, o bloco de concreto rende mais porque a mão-de-obra executa a alvenaria mais rapidamente. É o mais resistente de todos e o desperdício causado pelas quebras do material é muito inferior ao tijolo baiano. Além disso, é preciso menos argamassa de assentamento e camadas mais finas de reboco, principalmente nas paredes internas. Mas, entre todas as opções, é o que oferece menor conforto térmico. Nas paredes externas, é bom optar por pintura acrílica para aumentar a proteção contra a umidade.
Finalizando, fica a cargo do arquiteto decidir qual é o melhor material para ser utilizado na obra, pois o uso do material esta atrelado a todo o contexto do local, projeto e planejamento da construção. Boa Sorte!
Paulo Pinhal
To be or no to be
Em tempo de vendas imobiliárias, cada empreendimento quer ser mais valorizado que outro, portanto vale qualquer estratégia para a pseudo-satisfação dos clientes não importando as considerações técnicas arquitetônicas.
As estratégias de vendas e o marketing do empreendimento têm um peso maior que o conforto e bem estar do usuário. Todos os dias recebemos pela cidade folhetos que mostram as maravilhas dos empreendimentos, com suas facilidades de pagamentos, sua localização, seus jardins e imagens do conjunto que sempre vem escrito em letras minúsculas que são mera ilustração. Tudo para seduzir o futuro cliente a comprar uma coisa que não precisa, criando assim estatus e necessidades que não existem onde procuram trabalhar a vaidade das pessoas.
Se você é uma pessoa bem sucedida, precisa ter uma série de espaços e acessórios que nem sabe para que serve, no entanto para fazer parte de um grupo social, você deve ter. As pessoas não bem sucedidas também têm que ter estas coisas, pois para uma parte da sociedade a aparência é que conta.
Conhecemos muita gente, que tira da mesa e da família alguns confortos essenciais para pagar com muita dificuldade a taxa de condomínio onde reside, apenas para dizer que moram em alguma coisa Park, Hills ou Ville, pois isto dá estatus.
O pessoal da publicidade de vendas entendendo a natureza humana e o perfil do consumidor usa e abusa de termos em inglês, pois são charmosos, sofisticados, soam melhor e valorizam a área a ser comercializada.
Um terceiro dormitório que pode ser utilizado como escritório passa a se chamar Work Space, já aquele local onde fica a churrasqueira passa a chamar Espaço Gourmet,e se a churrasqueira estiver na varanda vai chamar Terraço Gourmet, a sala onde fica a televisão é o Home Theater, já aquela sala de jogos é o Game Station e assim por diante.
Estas terminologias são interessantes para o comportamento de algumas pessoas da sociedade. Muitas vezes na hora de vender um projeto, o arquiteto também usa algumas palavras para os ambientes, onde realmente acabam valorizando o projeto.
Vamos imaginar um arquiteto oferecendo ao seu cliente um projeto residencial onde consta: Um Duplex térreo, com dois dormitório, sendo uma Suíte com Closet, e um Work Space que pode ser um dormitório reversível, Living em ambientes, Water Clouset, Home Teather, Family Room, Cozinha , Área de Serviço, Espaço Gourmet, seguido de um Paisagismo Zen com um Pet playground e um Home dog.
Estamos falando de uma casa simples assobradada em qualquer bairro da cidade com três dormitórios sendo um com banheiro, sala, sala de TV, banheiro social, copa, cozinha, área de serviço e uma churrasqueira, sendo que entre a casa e a churrasqueira um quintal gramado com um canil.
A valorização das palavras acaba refletindo nas vaidades humanas que adoram as etiquetas, se esquecendo do principal que é o conforto ambiental. O fato de ter uma casa cheia de prenome, não significa que ela é confortável.
Alguns anos atrás um cliente mudou de um apartamento por motivos financeiros e veio morar nos fundos de uma casa no centro da cidade. Chamado para ver como seria adequado o espaço para a sua família, o cliente confessou um certo constrangimento emocional pelo fato de ter trocado um apartamento por uma edícula. Depois de escutar e entender as necessidades da família demonstramos pelos estudos que o espaço que ele ocupava era bem maior do que o antigo apartamento e que a família se acomodaria com mais conforto, sem contar que a localização da tal edícula era excelente, pois estava perto de tudo, de Hospitais, Comercio, Supermercado, Padaria, Escola etc.., Sem a necessidade de utilizar transporte particular ou coletivo, alem da questão de segurança pelo fato do espaço estar nos fundos.
A partir dos estudos, das explicações técnicas e das pequenas intervenções com relação à ventilação e iluminação, o cliente mudou completamente o seu comportamento, demonstrando com alegria para os seus amigos que a troca do apartamento pela edícula fora a melhor coisa que ele fez na vida.
Prezado leitor, na hora de fazer o seu Home, consulte um Arquiteto com Filling em Designer, pois ele terá Know How para deixar o seu espaço mais In.
Paulo Pinhal

CRISE MUNDIAL ?
Neste último dia do ano de 2008, aproveito este espaço para traçar muito superficialmente uma previsão para o próximo ano.
O Brasil vem nos últimos anos com um desenvolvimento em todos os setores, o que de certa forma com várias linhas de créditos para as habitações novas e usadas, contribuíram para o aumento do número de edificações. O número de construções civis existentes na área urbana significa o grau de desenvolvimento da cidade. E confirmamos este fato passeando por nossa cidade, onde se verificam novas edificações residenciais, comerciais e industriais. Encontramos reformas e novos empreendimentos imobiliários que modificam a paisagem de nossa cidade.
O Produto Interno Brasileiro (PIB) terá um crescimento de 150% até 2030 e passará dos atuais US$ 963 bilhões, registrados em 2007, para US$ 2,4 trilhões, em 2030. Os dados fazem parte de um estudo divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pela consultoria Ernest & Young em agosto deste ano.
Dentro deste cenário de progresso, surge a Crise americana que se estende pelo mundo. Uma crise anunciada há anos que cria condições para os oportunistas para o enriquecimento acelerado. De repente aparecem aumentos nos materiais e serviços, que como argumento utilizam a crise que não é nossa como justificativa.
Não sou economista para entrar no mérito, mas como expectador posso comentar que na Crise de 29, Americana com a queda da bolsa de valores em Nova York, que teve início em 1929, e que persistiu ao longo da década de 30, terminando apenas com a Segunda Guerra Mundial, causou a Grande Depressão que foi considerada o pior e o mais longo período de recessão econômica do século XX. Este período de depressão econômica causou altas taxas de desemprego, quedas drásticas do produto interno bruto de diversos países, bem como quedas drásticas na produção industrial, preços de ações, e em praticamente todo medidor de atividade econômica, em diversos países no mundo.
Dentro deste cenário de pobreza e indefinições foi construído o Empire State Building, que é o arranha-céu de 102 andares de estilo Art Déco, localizado na 5a. Avenida, em Manhattam na cidade de Nova York, no epicentro da crise. O edifício foi considerado uma das estruturas mais altas do mundo por mais de quarenta anos, desde a sua conclusão em 1931. O edifício foi declarado uma das Novas Maravilhas do Mundo Moderno, como também é um símbolo da cidade de Nova York.
Dentro da mesma crise de 1929, também foi construído em 1930 o Chrysler Building que é um dos arranha-céus mais altos do mundo, com 319 metros, edificado há algumas quadras do Empire State e que pela sua linguagem Art Déco, é considerado o edifício mais charmoso de Manhattam.
Cito a crise de 29 e dois edifícios construídos no coração do problema financeiro para encerrar que, se existe crise também existem oportunidades para crescimento e sucesso. Portanto cabe a cada um de nós escolher o pretende fazer no próximo ano. Bom 2009 a todos.
Paulo Pinhal

Arquiteto ou Engenheiro
Muitos acham que existem richas entre Arquitetos e Engenheiros, pelo fato de desenvolverem algumas atividades profissionais com a mesma função. Bobagem das grandes, pois existem muitas diferenças entre os serviços prestados pelos profissionais, os quais esclareceremos neste artigo os principais, mas antes vamos entender um pouco da história destas profissões aqui no Brasil.
A Engenharia Civil
A engenharia brasileira é bastante jovem. Teve origem na área militar, em 1810, quando Dom João VI criou a Academia Militar do Rio de Janeiro. A necessidade de desenvolvimento, principalmente nos setores de saneamento, ferroviário e de portos marítimos, motivou a fundação da Escola Politécnica do Rio de Janeiro, em 1874, estendendo a profissão também aos civis, por este motivo que se chama Engenharia Civil para diferenciar da Engenharia Militar.
O Ensino da Arquitetura.
A Segunda escola superior do Brasil foi a Academia de Belas Artes, inaugurada por D. Pedro I em 1826, vindo a se transformar em seguida, na Imperial Academia de Belas Artes.
As primeiras instituições, destinadas à formação de Arquitetos, surgiram no Brasil apenas na década de 1940 que, até então, estava entregue às Escolas de Belas Artes, como as do Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco e às Escolas de Engenharia que, como a Escola Politécnica de São Paulo, a partir de 1899, formavam Engenheiros Arquitetos.
Nasceram, assim, as Escolas de Arquitetura da Universidade de Minas Gerais (1944), as Faculdades Nacionais de Arquitetura do Rio de Janeiro, separada em 1946 da Escola Nacional de Belas Artes e, em São Paulo, sucessivamente, a Faculdade de Arquitetura Mackenzie (1947) e a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (1948), desmembradas, respectivamente, da Escola de Engenharia Mackenzie e da Escola Politécnica.
Em dezembro de 1933, no governo Getúlio Vargas, é promulgado o Decreto Federal n.º 23.569, regulamentando as profissões liberais de Engenheiros, Arquitetos e Agrimensores e instituindo os Conselhos Federal e Regional de Engenharia e Arquitetura.
A Lei número 5194 de 24 de dezembro de 1966, que regula o exercício das profissões de Engenheiro e Arquitetos, os quais as atribuições são estabelecidas pela resolução 218 de 29 de junho de 1973, descreve as atividades das diferentes áreas, onde deixam o Arquiteto e o Engenheiro Civil dentro da área da construção civil com quase as mesmas atribuições. O Arquiteto pode projetar e calcular estruturas para edifícios, com exceções de calculo de pista de aeroportos e obras de artes (pontes e estradas) que é especifico da engenharia civil e o Engenheiro Civil pode projetar e calcular estruturas para edifícios, com exceções de planejamento urbano, paisagismo, designer, desenho industrial, que são atividades exclusivas dos Arquitetos.
A diferença entre Arquitetos e Engenheiros esta exatamente em sua formação
Dentro da formação dos Arquitetos, com o curso de formação em 5 anos, existe a disciplina de Projeto Arquitetônico que vai do primeiro ano até o último do curso, e tem apenas um ano a disciplina de Calculo, já a formação do Engenheiro Civil tem o mesmo tempo do curso de arquitetura e em sua formação tem a disciplina de Calculo que vai do primeiro ao último ano do curso, tendo apenas um ano ou um semestre a disciplina chamada de Projeto Arquitetônico.
Perguntamos: Quem são os profissionais mais preparados para elaborarem projetos arquitetônicos e quem são os mais preparados para fazerem os cálculos estruturais?
Os bons escritórios de arquitetura trabalham sempre em conjunto com engenheiros civis, e de outras áreas da engenharia o que garante a solidez na obra e a certeza de que os projetos desenvolvidos pelos arquitetos serão executados dentro das normas técnicas de segurança.
No campo profissional não existem diferenças de importância entre Arquitetos e Engenheiros, onde podemos afirmar que as profissões se completam para obter resultados mais eficientes e de qualidade.
Paulo Pinhal





